sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Um elogio de ouro
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
de Clarice
Eu em mim
Onde em mim
Onde
A geografia da Terra
é pequena
Não sou daqui
Não é aqui
O desejo é aproveitar
a viagem maior
A ordem é me aproveitar
da viagem maior
O espaço terreno é pequeno
O meu em mim eu intuo
Sensação de dever ter que fazer
viagens dentro da viagem
Não darei conta nem de uma
nem de outra
Não quero dar conta
Não quero dar contra
Vou indo
porque sei que irei
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Tradução literária
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Dia Nacional do Livro!
Peter Pan
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Affonso Romano de Sant'Anna na Feira do Livro de Gravataí
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Gravataí lendo e fazendo história
Evento: 24 Feira do Livro de Gravataí
Data: 14 a 20 de outubro de 2010
Abertura oficial: 14/10, às 18h30min
Endereço: Praça Dom Feliciano- em frente à Igreja Matriz Nossa Senhora dos Anjos e Teatro do SESC– Centro
Horário: Das 12h30min às 21h
Ingressos: Entrada franca
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Leticia para crianças
O nome da Patrona da 24ª Feira do Livro, a escritora gaúcha Leticia Wierzchowski, é normalmente associado à literatura adulta, principalmente ao romance A casa das sete mulheres. Porém, hoje queremos falar das suas obras infantis e infanto-juvenis que destacam-se cada vez mais no cenário literário. São elas: O dragão de Wawel e outras lendas polonesas; Todas as coisas querem ser outras coisas ; Era uma vez um Gato Xadrez; O menino paciente e Semente de Gente.
Conheça um trecho:
Fica mais esta sugestão...
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Moacyr Scliar
Horário: 20 horas
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Espetáculo de sombras "Sacy Pererê - A lenda da meia-noite"
Local: Teatro do SESC
Fica aí a sugestão de mais uma possibilidade de deleite na Feira do Livro de Gravataí.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Vitor Ramil presente na Feira do Livro!
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
QUE PAÍS É ESTE?
1
Ontem três homens duros e armados
entraram na casa de um casal amigo
comeram, beberam, violentaram uma visita,
levaram dinheiro, objetos e saíram em zombaria
— num carro que largaram no subúrbio da Central.
Ontem a filha de um amigo esperava o ônibus,
chegou-lhe um mulato forte, que lhe deu um bote,
levou-lhe a bolsa e o corpo para o matagal
surrando-a com pedra e pau. E ela morria,
não conseguisse correr e se lançar na frente de um carro
que obrigado a parar levou-a ao hospital.
2
O casal da primeira estrofe e estupro
não foi ao jornal, mas hoje recebeu
outro casal
seviciado pelo mesmo grupo
que possuiu a mulher grávida
e seqüestrou a empregada como trunfo.
O pai da filha com o rosto destruído
ocultou a notícia com medo
da chantagem e da polícia.
3
Da minha varanda outrora eu via o mar e a ilha
antes de erguerem armadilhas e arranha-céus
em nossos bolsos e vistas. Crimes, antigamente,
não eram organizada guerrilha. Eram desastres aéreos
que não ocorriam com a gente.
Hoje sucedem-me na sala
— entre um programa e outro
no quarteirão
— entre um legume e outro.
Estou no Líbano, na Irlanda, Vietnã, Chicago e Stalingrado.
Há uma batalha em plena rua e o governo não sabe.
Inaugura estradas, deita fala, sem ver que as rodovias
estão cheias de eleitores mortos
— e seu discurso, crivado de balas.
4
Há dias,
minha filha vindo do colégio
deu o relógio
a um garoto uniformizado,
mas armado de pau e prego,
como a prima, que entregou o colar na esquina.
À filha menor ainda não assaltaram. Assaltaram-lhe
a primeira babá na praça. Assaltaram-lhe
a segunda babá na praia
entre ameaças
ao prevenir à turista
para manter sua bolsa à vista.
E da janela onde outrora eu via o mar e a ilha,
mal vejo o meu futuro e os banhistas. Vejo dois homens
correndo escuros da praça para boca da favela,
jogando para o ar uma bolsa amarela.
— É o quinto assalto hoje nessa esquina,
dizem no bar, enquanto entre o capacete e o cassetete
passam tranqüilos
os dois policiais peripatéticos do dia.
5
Minha porta já tem 100 trincos.
Depois de 6 revólveres, comprarei 5 bazucas,
8 granadas,
12 miras telescópicas,
embora nada me garanta que não me ponham a porta abaixo
com seus tanques.
Fora isto, não sei ainda o que fazer.
Mas não vou ficar aqui como um personagem de Hemingway,
que cansado de fugir
se deita velho como um cão
aguardando que me trucidem
a mim, minha família,
e mandem a foto autografada ao Presidente
como sinal da mais alta estima e elevada consideração.
Fica o registro de que o estrato visual não está idêntico à formatação do livro, pelo fato do blog não aceitar certos ajustes gráficos de parágrafos.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Affonso Romano de Sant'Anna
Affonso virá falar sobre suas obras, mas em especial sobre seu livro Que país é este? que está sendo reeditado 30 anos após a primeira edição. Posteriormente falaremos mais sobre este incrível poema-pergunta.
Publicou vários livros de ensaios e crônicas. Sua poesia é influenciada pela obras de Cecília Meireles, Drummond, Manuel Bandeira e Mário de Andrade.
Abaixo deixamos links de seu site e do seu livro.
http://www.quepaiseesteolivro.wordpress.com/
www.affonsoromano.com.br/blog
Como já dito acima, Affonso é autor de inúmeros títulos. E sobre um deles vamos escrever hoje, Tempo de delicadeza. Livro que reúne crônicas em que são abordados assuntos do cotidiano, porém, de uma forma poética, com um olhar singular.
O título do livro é o mesmo da primeira crônica. Um trecho: Sei que as pessoas estão pulando na jugular umas das outras. (...) Sei o que vão dizer: a burocracia, o trânsito, os salários, a polícia, as injustiças, a corrupção e o governo não nos deixam ser delicados. – E eu não sei? Mas de novo vos digo: sejamos delicados. E, se necessário for, cruelmente delicados.
Muitos outros assuntos são proseados, como por exemplo, o “morar junto” e não mais “casar”, Affonso sugere que o casal fuja, como era feito antigamente, afinal de contas tem muito mais emoção.
Quase revela o mistério do por que as mulheres vão juntas ao banheiro e todo o significado desse ritual. Escreve sobre as pessoas que esperam, esperam e esperam, e que isso acaba preenchendo as suas vidas. O título É preciso viver mais fala da diferença dessa mesma frase dita pelos “jovens” e pelos “velhos”, e a partir daí aclara que o primeiro vive mais no espaço e o segundo mais no tempo.
Uma leitura tranquila e cheia de descobertas sobre os assuntos mais triviais. Até mesmo Papai Noel dá o seu ar da graça.
Affonso vem à nossa Feira e, bom, aproveitemos essa oportunidade para conhecermos literalmente mais de perto esse grande escritor brasileiro.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Lançamento da exposição "Imagens que brotam do coração"
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Patrona da Feira do Livro de Gravataí
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
XIII Festival Internacional de Folclore de Gravataí
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Informe CulturaL
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Informação culturaL
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Álvaro de Campos

Ideias subitamente felizes, em ideias
E nas palavras em que naturalmente se despegam...
Depois de escrever, leio...
Por que escrevi isto?
Onde fui buscar isto?
De onde me veio isto? Isto é melhor do que eu...
Seremos nós neste mundo apenas canetas com tinta
Com que alguém escreve a valer o que nós aqui traçamos?...
18-12-1934
Pode-se dizer que Álvaro de Campos, dos quatro poetas, é o mais decadentista e melancólico. Acima temos um exemplar de um de seus poemas. Tratei de escolher um menos triste possível, pois minha disposição anímica não seria contemplada com um poema de AC, por agora.
Sua obra tem três fases: a primeira em que escreve Opiário, retrata um homem entediado com o mundo, e o ópio é uma saída; a segunda é futurista, pois é influenciado por Caeiro, celebrando a máquina, a velocidade, a simultaneidade das sensações; na sua terceira fase escreve poemas com sensações mórbidas, com uma intensa angústia.
Bom, vou publicar mais um poema dele, já conhecido nosso. Em realidade não me parece um típico de AC.
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas
Quem me dera no tempo em que escrevia
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
21-10-1935
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Alberto Caeiro


quinta-feira, 29 de julho de 2010
Fernando Pessoa foi quantos mesmo?

quarta-feira, 28 de julho de 2010
Conversa sobre o tempo

Ontem, assistindo ao Jô Soares, porque mais uma noite fui dormir tarde, vi que seriam entrevistados o Fernando Veríssimo e o Zuenir Ventura, que escreveram um livro de conversas entre amigos, ou seja, entre eles: Conversa sobre o tempo.
Eu já conhecia a obra, já havia pegado na mão. Uma colega da faculdade contara-me que foi na casa dele pra fazer uma entrevista. Trouxe de lá o livro com que ele a presenteou com uma dedicatória. Isso tudo antes do lançamento.
Fiquei curiosa pra ler aquele texto conversa – bate-papo – entre amigos de anos, que provavelmente já sabem mais ou menos o que um e o outro pensam sobre o que foi tratado no livro.
Contaram no programa do Jô que a ideia foi da editora, que permaneceram durante alguns dias, em um sítio afastado, e que a partir dos assuntos estabelecidos os amigos iam filosofando.
Fico com a curiosidade desta leitura, e compartilho dela com você, leitor. Quem ler primeiro vem aqui e escreve. Combinado?
terça-feira, 6 de julho de 2010
Um pouco de Bocage
Óleo de Fernando dos Santos -1935
















